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terça-feira, 26 de julho de 2011

Queria...


Ter o poder de poder...
Ser o que sou sendo...
Me debruçar na realidade...
Aplaudir tudo isso...
Tranformar esse barro seco...
Descansar na sombra dos teus ombros...
Sentir a água que sempre fala em despedida...
Deslizar na ternura da tua face....
Medir a quantidade de desejo...
Esvaziar meu cantil de ansiedade...
Devolver os erros ao passado...
Saltar abraçado no impossível...
Trabalhar meu lado vadio...
Surpreender novamente alguém...
Comprar novos velhos discos...
Salpicar a parede das decisões...
Encontrar sem procurar...
Guiar os passos do escuro olhar...

Sanntiago A.

Gravataí, 14 de Março de 2009.

quinta-feira, 21 de julho de 2011

O Inotável


Reparticionando forças iguais,
Lembrei do meu eu, coisas astrais,
Sei que teu tempo dá risadas do meu,
Pelo menos o que penso dorme em feriu.

Artista criança ou em cima do altar,
Dois lados pensantes de gaguejar,
Uma menina bonita falando em saudade,
O passado mordido desiste, futuro.

Sanntiago A.

Porto Alegre , 17 de Setembro de 2010.

Perguntas de chocolate


Toda a prática exercida em prol da satisfação,
Pessoal, egoísta, nada altruísta,
Gestos delicados lentos desejam,
Da mesma forma que o corpo descontrolado.

Mera coincidência que escapou aos olhos,
Percebi, será que você também?
Acho que não, você pensa ainda em alguém,
Respostas de baunilha e perguntas de chocolate.

Toda forma expressa em traços desenhados,
Um sorriso teu vem e me abraça,
Teu carinho é “forma” de gelo,
E tua calma me assusta e me afoba.

Tua cura vem depois que se prevê o que se vem,
Nada tem tanta definição quanto uma pergunta,
Ironia sim eu sei, mas é assim que se descobre,
As coisas que se tem toda vida ao seu lado.


Sanntiago A.


Porto Alegre, 25 de Setembro de 2010.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Armadilhas de papel

Deixei a carcaça de minha coragem diluir,
Como vou permitir meu querer gostar do tradicional,
Se nem acredito nele?
Carapuças no cego intelectual,
Armadilhas de papel,
Controvérsias de repouso,
Paranóia dopada na cama.
O que se sabe é comprado,
O que não se sabe é vendido,
A dúvida é esquecida na mesa,
Talvez compre e venda ilusões.
O escândalo não foi notado,
Derramaram a informação na TV,
Sussurrei meu grito na janela,
Desviei minha atenção na curva.
Se forem quatro linhas, uma é branca,
As outras três, um, dois, três...

Sanntiago A.

Porto Alegre, 05 de Abril de 2011.

Disfarçando a emoção

Os abutres cochilam na espera,
Primavera Cult, verão cinza,
Meu estômago aperta ecos,
Resultado de uma espera.
Acostumado a ter quase tudo,
Somo o nada ao talvez,
Conto nos dedos as despedidas,
Divido em duas partes a solução.
Olho perplexo o contexto,
Sem um texto invento um,
Nada se faz sem a vontade real,
Sou tudo o que preciso, se não pensar.

Sanntiago A.

Porto Alegre, 05 de Abril de 2011.