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segunda-feira, 28 de maio de 2012

Sem sinônimo, saudade...


A saudade é um parasita da nossa fragilidade,
É o reboco do pensamento desocupado,
É a vítima que sempre queremos matar,
É um olhar distante, mas perto do coração.

A saudade sempre vem de carona com o tempo,
Sempre se anuncia com dor e inconveniência,
Sempre estaciona na vaga do deficiente,
Sempre presente, se maquia de outro momento.

A saudade sabe escolher bem a presa,
Ela cutuca de um lado e aparece do outro,
Ela não tem sexo, mas é chamada de “Ela”,
Sem sinônimo, ela sente falta de si mesma.

Sanntiago A.

Porto Alegre, 24 de Abril de 2012

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Meia garrafa, razão duvidosa.


Bagunça silenciosa da solidão,
Caminhos destroçados pela emoção,
Pacificação relutante, áspera,
Equação moderna da juventude.
Momento letal, facultativo,
Alusão ao eu, pastilha de menta,
Alegoria disfarçada de alegria,
Êxtase de mãos erguidas...
Monumento esquivado da catedral,
Elemento cíclico irreal,
Quando a vontade reverencia o mal,
A deficiência do bondoso é culpada.

Sanntiago A.

Porto Alegre, 08 de Outubro de 2011.

quarta-feira, 2 de março de 2011

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Encantando com minha vontade atual,
Desmorono-me na cama surda,
Ter uma voz por perto, às vezes,
Pode ser ouvir uma saída momentânea.

Teleguiados guinchados,
Máquinas de escrever sem dono,
Um retrato na parede, pintura?
Seu desejo conquista o oposto.

Essa mania de achar que é moda,
Deixa-me em preto e branco,
Paraíso: Invenção humana!
Inferno: Tua calma!

Sanntiago A.

Porto Alegre, 27 de Janeiro de 2011.

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Despertador


Meu despertador está quebrado,
E eu aqui sem conseguir durmir,
Deixo a luz acessa por enquanto,
Até pegar no sono ou você vir.

Quando percebo que você não vem,
O sono chega tênue como o vento,
Pra sonhar instantes com meu bem,
Provar o gosto amargo dos momentos.

Não sei o que está acontecendo,
Não tenho idéia do meu sofrimento,
Eu pago as contas, sempre em dia.

Sanntiago A.

Tem música!!!

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Jasmin


 Tendo os olhos atentos,
E a pele ressecada,
O prazer conquista espaço,
O desejo uma escapada.

Veias dilatadas e aparentes,
Trêmulo ele segue,
Tranqüilo e sem precedentes,
Canta alto depois do que sente.

Paranóia louca desvairada,
Cortina cinza da madrugada,
Toalha molhada em cima da lembrança,
Costura na malha fina da esperança.

Tudo tão similar ao incolor,
Que o espelho parece escabelado e sonolento,
Lembrando dos caras malucos,
Traumas ou talvez uma pira de um experimento.

Isolado da ternura de suas amigas,
Comentou com seu ego que queria a alegria,
Sabendo que um sorriso de covinhas,
Desenhava seu desejo que a traria.

 Sanntiago A.

Porto Alegre, 15 de Setembro.


domingo, 29 de agosto de 2010

Por um só dia

 O fogo queima meus sonhos,
Que descarrilaram no caminho,
Não deixando vestígios,
Eu continuo sozinho.

Ninguém me encontrou,
Pois estou escondido,
Atrás de uma montanha de erros,
Me sinto esquecido.

Agora vou te encontrar,
Não sei onde você está,
Mas sei, eu sei,
O que vou te falar.

Preciso ser paciente,
Acompanhar o mundo à distância,
Isso impede minha ajuda,
Acho que é ignorância.

A saudade é demais,
Que cresceu por um só dia,
Estranho alimentar esse momento,
Que antes nos impedia.

Santiago A.

Gravataí, 09 de Julho de 2001.

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Me faz melhorar

 Você voltou e não me viu,
Sei de tudo que sentiu,
Quero ter de tudo aquilo,
Quero tudo que seja sincero.
Vejo os olhos do destino
Procurando o meu caminho,
Que será o mesmo que vejo
quando estou contigo.

Então vem pra cá,
Me faz melhorar,
Dessa tal tristeza
Que se chama sei lá o que...

Me chamou pelo apelido
Até que teve um sentido,
Mas não descobri o que
Você queria comigo.
Vejo os olhos do destino
Procurando o meu caminho,
Que será o mesmo que vejo
Quando estou contigo.

Sanntiago A.

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Café de todas as manhãs


O gosto que nunca provei fugiu de mim,
Me refiz feito um dia cinzento,
Talhei os meus desejos,
Construí uma nova rua de pensamentos,

Subi em um lugar nem tão alto,
E senti meu corpo falar baixinho,
Terminei tudo que deixei de lado,
Me senti abraçado mesmo estando sozinho.

Controlei o incontrolável,
Soube aplaudir a indiferença,
Servi o café de todas as manhãs,
Tal era o domínio e a coincidência.

Quando tudo é novo há comparação,
Se faz o que sente sem a intenção,
Se olha mudamente e se diz com o coração,
Paralelamente se cria algo na imaginação.

Santiago A.

Gravataí, 17 de Janeiro de 2009

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Recauchutada

 Aqueles velhos experientes,
Quiseram ouvir algo diferente,
Falei das minhas experiências,
Evitei meu passado corroído.
Teve aplausos, cumprimentos,
Um tapa nas costas e um lamento,
Uma lanterna acesa a procurar,
Uma visita exata sem pensar.
O prazer foi meu em te conhecer,
Apertei tua mão sem perceber,
Queria apenas entender teu sorriso,
Indiferentemente teu sorriso amanhece.
Pergunte se for preciso,
Moro no mesmo lugar de ontem,
Escondi as respostas dentro do aquário,
Os peixes sábios, nada...

Sanntiago A.

Porto Alegre, 23 de Julho de 2010.

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Sempre é Amor!!!

Hoje acordei pensando coisas malucas, na verdade muito malucas mesmo... Será que as pessoas pensam igual a mim, tipo eu errei e sei que errei, então admito, mesmo que seja para mim mesmo, mas será que todos pensam assim mesmo? ou será que cada pessoa tem uma pensamento, reação ou comportamento diferente? essa é uma dúvida que não quer calar... Será que tem pessoas que são capazes de colocar uma vida a perder por causa de um " Amor " ou " Paixão "? sentimento que certamente naquele momento para a pessoa que está sentindo é Amor, sempre é Amor!!!! e quando acaba ela diz:
- Pensei que era Amor foi só Paixão !!!
Hahaha!!! Tudo muito engraçado, mas as vezes triste. Acho que cada Ser Humano tem limites, uns mais outros menos, mas é fato que o limite existe. Tudo acontece ao mesmo tempo e no mesmo tempo que tudo acontece, tem aqueles que largam uma cantada já decorada e tem aqueles que inventam algo, tipo... o que estão sentindo naquele momento, mesmo sabendo que aquilo é Piegas ou idiota, mas foi o que deu pra escrever naquele momento, o importante é sermos originais, sermos autênticos, será que estas duas qualidades tem diferença uma da outra? Xi!!! mais uma noite de confusões na minha cabeça, mas quem não se sente assim? todos sentimos... as vezes perdido, confuso, tudo complicado e sempre falando " Que Merda mesmo, tudo acontece só comigo!!!" ouço isso diariamente de colegas, amigos e até no trânsito descontrolado. Bem, acho que era isso e mais um pouco, mas sei lá não to conseguindo escrever mais que isso, fui Abraço à todos!!!

Santiago A.

Gravataí, 06 de Agosto de 2008.



quarta-feira, 14 de julho de 2010

Minha estrada

 Minha estrada tem quilômetros,
E não apenas metros,
Enfrentarei muitos obstáculos,
Ficarei bem atento e esperto.
A estrada pode ser de chão batido,
Pode ser de asfalto,
Nunca serei um bandido,
Eu penso mais alto.
O mínimo é apenas o primeiro passo,
O máximo você já tem seu espaço,
Se pensar que é impossível,
Aí chegou seu fracasso.
O maior desejo é viver bem,
O maior sonho é estar bem,
A maior conquista, acho que não tem.
Seus desejos você realiza vivendo,
Seus sonhos você realiza merecendo,
Suas conquistas você realiza vencendo.

Santiago A.

Gravataí, 14 de Janeiro de 1999 



Gravado Ao Vivo em Estúdio em 2000, Banda Moby Dick


terça-feira, 13 de julho de 2010

Trépido Momento

 Sobrevivendo sobre as migalhas do destino,
Jogadas pelas mãos do acaso,
Me reponho em instantes,
Sou o que sou sendo sem sentir.
E num trépido momento,
Jorro em ti a vontade de te ter,
Salientando a exatidão do silêncio,
Do instante único do desejo.
Meu desespero incontrolável,
Já susurra ao meu ouvido,
Faz da janela espelho,
E do céu meu teto de zinco.

Santiago A.

Gravataí, 13 de Março de 2009.

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Queria...

 Ter o poder de poder...
Ser o que sou sendo...
Me debruçar na realidade...
Aplaudir tudo isso...
Tranformar esse barro seco...
Descansar na sombra dos teus ombros...
Sentir a água que sempre fala em despedida...
Deslizar na ternura da tua face....
Medir a quantidade de desejo...
Esvaziar meu cantil de ansiedade...
Devolver os erros ao passado...
Saltar abraçado no impossível...
Trabalhar meu lado vadio...
Surpreender novamente alguém...
Comprar novos velhos discos...
Salpicar a parede das decisões...
Encontrar sem procurar...
Guiar os passos do escuro olhar...

Santiago A.

Gravataí, 14 de Março de 2009.

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Rima suja!

 Tenho minha calma sinuosa,
E meus tiques nervosos em cápsulas verdes...
Tenho minha vontade irritando,
E meus cabelos quase derretendo.
Subo em cima das coisas maldosas,
E vejo tudo aquilo que vejo por ver...
Tenho minha crença filosófica,
E meu instinto já sabe se defender.

Sanntiago A.

Gravataí, 18 de março de 2009.

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Tapete da Sala

 Quando você tiver algo pra dar,
Me dê sem medo,
Faça de conta que acredita em mim,
Tente escapar das minhas garras.

Continue sendo o que quer ser,
Mas não me chame pra dormir,
Esqueça o lençol molhado,
Esqueça que esteve ao meu lado.

Hoje consertei minha vida,
E arrumei meus planos,
E debaixo do tapete da sala,
Encontrei a preguiça das suas mãos.

Consegui me livrar de tudo agora!

Santiago A.

Porto Alegre, 29 de Junho de 2009

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Você não escolhe.


Ora triste, ora feliz,
É o que o espelho me diz,
Reflete a saudade inerente,
Lembranças, coisas da gente.

Por onde eu passe tudo escurece,
E as vezes nem anoitece,
E uma dor sem demora esfria,
Um coração que padece.

Viagens no trem da saudade,
Loucuras no hospício do Amor,
Palavras cruas sem sentido,
Curvas na estrada da dor.

Esperança é a última que morre,
Mas morre,
Tudo tem um fim,
Você não escolhe.

Apenas vive, vive, vive...

Santiago A.